sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

RESGATE HISTÓRICO: SOLDADOS DA BORRACHA DA CIDADE DE COSTA MARQUES – RO




         Os professores de Língua Portuguesa curcistas do curso Gestar II de Lingua Portuguesa Ensino Fundamental de 6º ao 9º ano do: Creonice, Elesandra, Eliene, Elizabeth, Maristela, Nivaudo, Terezinha Ana e Wanilson juntamente com os alunos do 8° ano A e 8° ano C realizaram uma pesquisa, entrevistaram os soldados existentes no nosso município e fizeram visitas na casa de alguns deles, para resgatar a história desses heróis que corajosamente lutaram nessa Batalha da Borracha
Este memorial conta a extraordinária história de homens, a grande maioria nordestinos, que participaram da silenciosa “Guerra da Borracha” nas trincheiras da Amazônia, aqui destacados os do Rio Guaporé nos anos da Segunda Guerra Mundial, os chamados Soldados da Borracha. Para tanto foram entrevistados quatro remanescente dessa  quase esquecida historia e um seringueiro este nascido no Vale do Guaporé,  mas que também dedicou a sua sofrida vida nos seringais. Este trabalho foi também enriquecido com pesquisas bibliográficas. A primeira parte traz um breve relato introdutivo seguido dos memoriais. É importante lembra que este é uma parte do projeto de conclusão do Curso do Gestar II – Língua Portuguesa.
         Homem simples vindo geralmente do Nordeste para trabalhar nos seringais na esperança de fazer riqueza e voltar para sua terra natal.
       Ao receber uma “estrada de seringa” ele já iniciava devendo ao patrão sua passagem de vinda, seus utensílios de trabalho (machadinha, tigela, poronga,...) e sua alimentação (farinha, carne seca, açúcar e café). Recebia também garrafas de cachaça para poder suportar o trabalho e a solidão no interior da floresta. No acerto de contas ao final de uma jornada, nunca tinha saldo a receber e obrigatoriamente tinha que continuar, enriquecendo cada vez mais o seringalista. Foi explorado em trabalho quase escravo, durante décadas e acabou ficando nas terras ribeirinhas.
A “Guerra da Borracha”, porém, foi uma conseqüência da política federal e mais um programa de emergência para lidar com o enorme déficit de borracha nos Estados Unidos no contexto da Segunda Guerra Mundial.Em todas as regiões do Brasil, aliciadores tratavam de convencer trabalhadores a se alistar como soldados da borracha e, assim, auxiliar a causa aliada. Alistamento, recrutamento, voluntários, esforço de guerra tornaram-se termos comuns no cotidiano popular. A mobilização de trabalhadores para a Amazônia coordenada pelo Estado Novo foi revestida por toda a força simbólica e coercitiva que os tempos de guerra possibilitavam. No Nordeste, de onde deveria sair o maior numero de soldados, o Semta convocou padres, médicos e professores para o recrutamento de todos os homens aptos ao grande projeto que precisava ser empreendido nas florestas amazônicas. Nos cartazes coloridos os seringueiros apareciam recolhendo baldes de látex que escorria como água de grossas seringueiras. Todo o caminho que levava do sertão nordestino, seco e amarelo, ao paraíso verde e úmido da Amazônia estava retratado naqueles cartazes repletos de palavras fortes e otimistas. O slogan "Borracha para a Vitória" tornou-se o emblema da mobilização realizada por todo o Nordeste.
 A seca de 1942 coincidiu com o começo dessa campanha, criando uma “reserva” de braços disponíveis, principalmente no Ceará. Para o governo brasileiro era uma oportunidade para mitigar alguns dos mais graves problemas sociais brasileiros. Somente em Fortaleza, cerca de 30 mil flagelados da seca de 1941-1942 estavam disponíveis para ser enviados imediatamente para os seringais. Mesmo que de forma pouco organizada, o DNI (Departamento Nacional de Imigração) ainda conseguiu enviar quase 15 mil pessoas para a Amazônia, durante o ano de 1942, metade das quais homens aptos ao trabalho nos seringais.
A falta de estabilidade na terra, o espírito aventureiro e arrivista que caracterizaram as relações econômicas no “ciclo da borracha” são, muitas vezes, apontados como falhas que levaram esse sistema extrativista da prosperidade econômica à derrocada. As bases que fundamentavam a lógica desse sistema, entretanto, não se apoiavam numa economia fixa e sim de transplante.
A própria estrutura física dos seringais demonstrava que o negócio da borracha exigia apenas uma infra-estrutura primária que possibilitasse ao patrão ou seringalista dirigir o processo de extração do látex baseado numa contabilidade que atava o seringueiro ao trabalho. As condições de moradia do seringalista e do seringueiro eram improvisadas de modo que cumprissem seu papel no sistema extrativista. O tapiri do seringueiro não era exatamente uma moradia, mas o local de trabalho onde ele transformava, num processo rudimentar, o látex extraído das seringueiras em pélas de borracha. O fato de que o sistema não promoveu uma fixação à terra está na razão de seu funcionamento, pois se tivesse promovido essa fixação não teria se realizado da forma que se realizou e os próprios elementos que o integravam não teriam tido na pirâmide do sistema extrativo a posição que tiveram.
Agradecimento
Este trabalho foi uma realização do Curso  Gestar II – Língua  Portuguesa  em parceria com  a  E. E. F. M. “ANGELINA DOS ANJOS. ”Tendo  como  executores  os alunos das Série 8ª ano A e C , e como personagens principais os Soldados da Borracha , sem os quais  este não poderia  ser realizado .
Agradecemos pela participação e colaboração de todos  que de uma forma ou de outra contribuíram para  a realização deste  e principalmente  de maneira especial  os  Soldados da Borracha : Os Srs. Antônio Augusto da Silva, Francisco Chagas de  Lima, Manoel de Lima Gomes, Sebastião  Profírio 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

ANO NOVO

O Ano Novo passou a ser comemorado no dia 1° de janeiro no ano 153 a.C. Antes disso, festejava-se o recomeço do ciclo anual no período que equivale ao atual 23 de março (a comemoração durava 11 dias). Havia uma lógica para a escolha dessa data, feita pelos babilônios 2 mil anos antes da era cristã: o final de março coincide com o início da primavera no hemisfério norte (onde ficava a Babilônia), época em que novas safras são plantadas. Daí a idéia de recomeço. Foram os romanos que determinaram, aleatoriamente, que o Ano Novo deveria ser comemorado no dia 1° de janeiro.
O dia 1º de janeiro foi reconhecido como Dia do Ano Novo com a introdução do calendário gregoriano na França, Itália, Portugal e Espanha em 1582. calendário gregoriano é quase universal. Mesmo em alguns países não cristãos, ele foi adaptado às próprias tradições ou adotado apenas para uso civil, mantendo-se outro calendário para fins religiosos.
As promessas feitas na passagem de ano, tão comuns e tão descumpridas, não são uma tradição recente. Os babilônios já as faziam há 4 mil anos. Mas em vez de resolverem levar uma dieta a sério ou parar de fumar, eles juravam de pés juntos que, tão logo acabassem as festas, devolveriam equipamentos de agricultura que haviam sido emprestados por amigos.
A tradição de usar um bebê como símbolo do Ano Novo foi adotada pelos gregos por volta do ano 600 a.C. Eles desfilavam com um bebê dentro de um cesto para homenagear Dionísius, o deus do vinho. O ritual era a representação do espírito da fertilidade, pelo renascimento anual de Dionísius.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

RECEITA DE ANO NOVO


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade

domingo, 24 de outubro de 2010

BRASIL: PAÍS GIGANTE

 

Uma democracia gigante, com 135 milhões de eleitores, uma nação de economia ascendente e com um papel geopolítico cada vez mais forte.
As preparações para a Copa do Mundo de 2014 e para a Olimpíada de 2016, além da exploração das reservas do pré-sal, completam o quadro de um país que tende a estar com sua imagem cada vez mais exposta à comunidade internacional.
Economia
Poucos países deixaram a crise financeira internacional para trás de forma tão rápida quanto o Brasil. O Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer perto de 7,5% este ano, após uma retração de 0,2% em 2009 - resultado que, apesar de negativo, ficou acima da média, considerando as principais economias do mundo.
Mas não é só a rápida recuperação que vem animando investidores estrangeiros. Com um crescimento médio de 4,8% de 2002 a 2008, o Brasil tem conseguido aliar expansão econômica com inflação sob controle.
O resultado é uma crescente classe média com apetite para o consumo, que tem sido o principal motor da economia do país. Somente no 1º semestre deste ano, a demanda interna cresceu 8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Mas o ambiente macroeconômico favorável, somado a projetos vultosos (dentre eles a exploração de petróleo em camadas profundas e a realização da Copa do Mundo em 2014) deixam os investidores otimistas quanto ao Brasil. Muitos deles, inclusive, já veem o país entre as cinco maiores economias do mundo em um prazo de 15 anos.
Papel geopolítico crescente
Os defensores da diplomacia brasileira costumam dizer que o Brasil "mudou seu patamar" nas relações internacionais e que não existe mais "mesa" em que o país não esteja representado.
Ainda que essa maior participação seja motivo de controvérsia entre os especialistas, o fato é o que o Brasil vem se tornando cada vez mais atuante em determinados fóruns internacionais, sobretudo quando o assunto é economia e meio ambiente.
Um exemplo desse novo papel geopolítico está na participação do país no G20 financeiro, que ganhou destaque em função da crise internacional de 2008.
Política externa mais agressiva
O Brasil tem aumentado sua participação em fóruns internacionais
O Brasil tem sido uma das principais vozes dentre os emergentes em busca de uma nova ordem econômica mundial, com maior peso para esses países em organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.
Dono da maior floresta tropical do mundo e grande usuário de energia limpa, o Brasil também se tornou presença constante nas discussões sobre mudança do clima no âmbito das Nações Unidas.
Em novembro do ano passado, o país figurou, ao lado de Estados Unidos, União Europeia, China, Índia e África do Sul, entre os principais negociadores da reunião de Copenhague sobre mudanças climáticas.
Os mais críticos, no entanto, argumentam que, apesar dessa maior participação, o país está longe de alcançar resultados concretos, já que o sistema internacional continua sendo conduzido pelas grandes potências.
Não é apenas nos fóruns internacionais que o Brasil tem tido papel mais agressivo: a política externa bilateral também se acentuou nos últimos anos, com maior destaque para as relações Sul-Sul.
De olho em uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, o país vem buscando um maior alinhamento com governos de regiões até então pouco exploradas pelo Itamaraty, caso da África e do Oriente Médio.
Recentemente, o Brasil atraiu os holofotes internacionais ao intermediar, junto com a Turquia, um acordo nuclear com o Irã, gerando certa insatisfação no governo americano.
População
Com uma população de 191 milhões de pessoas, o Brasil é o quinto maior do mundo nessa categoria, atrás apenas de China, Índia, Estados Unidos e Indonésia.
Considerando a taxa média de fecundidade entre 2002 e 2006, que foi de 1,5 filho por mulher, o Brasil chegará ao ano de 2020 com uma população de 207 milhões de pessoas, segundo estimativas.
Apesar da tendência de queda, a parcela dos jovens no país ainda é expressiva: cerca de 32,8% da população é formada por pessoas com até 19 anos de idade. Há dez anos, porém, essa mesma parcela era de 40%.
Esse crescimento impõe uma série de desafios ao país, dentre eles uma melhor estrutura em transporte e moradia. De acordo com a ONU, o Brasil tem 827 milhões de pessoas vivendo em favelas.
Agricultura e pecuária
O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de alimentos
Se por um lado o Brasil ainda deixa a desejar quando o assunto é a produtividade na indústria, o mesmo não se pode dizer do campo: o país é um dos maior produtores de alimentos do mundo e ainda tem um alto potencial de expansão.
Nos últimos dez anos, a produção total de alimentos saiu de 80 milhões de toneladas para quase 150 milhões - um crescimento de 87%. O país é o maior exportador mundial de suco de laranja, açúcar, frango, carne bovina e café, além de ser o segundo maior em soja.
Diante do crescimento da população mundial e da necessidade de abastecer um maior número de pessoas com uma dieta cada vez mais diferenciada, alguns especialistas têm apontado o Brasil como "celeiro" do mundo.
O apelido leva em consideração não apenas o que o país produz e exporta atualmente, mas principalmente seu potencial de expansão: segundo as Nações Unidas, o Brasil tem 50 milhões de hectares de terra sob cultivo e outros 300 milhões de hectares aráveis, mais do que qualquer outro país.
Mas apesar do espaço "de sobra", a expansão do cultivo deverá esbarrar em alguns desafios, como a qualidade de vida no campo e a pressão sobre áreas protegidas.
Para muitos ambientalistas, uma possível alta nos preços das commodities, somada a uma fiscalização ineficiente, podem colocar em risco os biomas da Amazônia e do Cerrado.
Desafios sociais
O Brasil vem conseguindo melhorar seus principais indicadores sociais nos últimos anos, muitas vezes em consequência do crescimento econômico e de uma inflação sob controle.
"favela"
O país continua sendo um dos mais desiguais do mundo em distribuição de renda
De 2003 a 2008, cerca de 32 milhões de brasileiros deixaram as classes D e E, ingressando nas classes A, B e C, segundo estimativas da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
No que diz respeito ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que considera riqueza, educação e expectativa de vida ao nascer, o país tem melhorado seu desempenho a cada ano, mas ainda está na 75ª posição dentre 115 países - praticamente o mesmo patamar verificado em 2002.
Quando a desigualdade de renda é contabilizada, o país tem um desempenho pior do que a média da América Latina, segundo a ONU.
As diferenças regionais também constituem um dos principais desafios do país nos próximos anos. Um levantamento recente do IBGE mostra que 99,8% das cidades do Estado de São Paulo eram servidas com rede de esgoto em 2008, enquanto no Piauí apenas 4,5% dos municípios eram atendidos.
Ainda que o indicador tenha melhorado nas capitais, a taxa média de homicídios ainda é alta: 25,2 para cada grupo de 100 mil habitantes.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Aos amigos professores e às amiga Porfessoras

O dia 15 de outubro se reveste de grandeza porque sustenta grande e justa homenagem os nossos professores e às nossas professoras. Não há cidadania ou cidadãos sem que existam professores e professoras, mestres e mestras, educadores e educadoras. Eles são esteios e, ao mesmo tempo, caminho, a formar, formatar, guiar, como bússola perene, a construção humana. Em eterno e terno mover, eles e elas transformam informação em conhecimento, e o conhecimento é elevado à categoria de sabedoria, garantindo qualidade existencial da sociedade.
Aos professores e às professoras a
   nossa homenagem sincera e verdadeira.
   Que Deus cubra a todos com as bênçãos celestiais.
            Professor Nivaudo Alves Dos Santos

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

PROJETO BIOGRAFIAS

Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Angelina dos Anjos
Projeto desenvolvido para conclusão do Programa
Gestar II formação continuada para professores do
Ensino Fundamental.
APRESENTAÇÃO
Na época da 2ª Guerra mundial, os jovens brasileiros nascidos em 1918 tomaram a decisão de lutar contra os inimigos do eixo da nossa nação.
A nossa forca armada brasileira breviava o selecionamento de jovens para a guerra e, por falta de matéria prima enviaram homens para a Amazônia, para trabalharem na extração da borracha, Os jovens foram obrigados a abandonar pai e mães, e seus demais familiares, seguindo itinerário para o vale Amazônico.
Vieram soldados de todos os estados brasileiros. Do Nordeste os falados cabras da peste chegaram ao Pará o seu primeiro estacionamento entraram 300 homens para explorarem um seringal. No Rio Xingu, em uma só madrugada foram quase todos devorados pelos índios urubus. Foi uma cena de amedrontar foi o destino quem os enviou de tão distante somente para cumprirem o seu destino, Desses soldados escaparam poucos deles, alguns que sobrevivem podem contar a historia.
Com fé em Nossa senhora dos seringueiros, os valentes soldados da borracha enfrentaram cenas perigosas com o risco da própria vida, Por serem homens de fé, falaram em uma só voz enfrentaremos o que der e vier nas margens do rio Pacaas Novas, Rio Negro, Rio Guaporé, Cautário e no São Domingos, todos foram habitados e explorados pelos valentes soldados da borracha
O Projeto Biografias aqui apresentado é uma atividade pedagógica que visa o desenvolvimento da competência leitora dos alunos a partir da leitura, análise e escrita do gênero narrativo biografia. A biografia é uma narrativa sobre a vida de alguém. O foco deste é a biografia dos Soldados da Borrachas.
TEMA: Biografias na sala de aula
PROBLEMÁTICA
O relato biográfico contém uma variedade de temas muito grande, já que aborda momentos diversos e relevantes da vida de uma pessoa. Por exemplo, o texto pode conter a descrição dos hábitos e costumes da família do biografado e de sua comunidade mais próxima, pode retratar em detalhes como era a região em que ele nasceu ou em que ele cresceu, pode apresentar informações sobre a cultura (artes plásticas, literatura, música, teatro) da época, além de relatar os fatos históricos que influenciaram (ou mesmo determinaram) a infância e a escolha profissional do protagonista da biografia.
Se a personalidade retratada viajou por diferentes lugares, a cultura e a realidade destes outros locais também podem ser identificadas na narrativa.
Conhecer biografias diversas permite que os alunos ampliem seus horizontes e conheçam outras formas de se viver, diferentes da sua. Hábitos e costumes de outras épocas e locais mostram que existem múltiplas maneiras possíveis e legítimas de ser e de agir no mundo. Isso favorece tanto a tomada de consciência das características da própria sociedade em que se vive, quanto a constituição de um sentimento de tolerância e valorização da diferença.
Nessa perspectiva, as biografias de personalidades brasileiras são especialmente importantes, já que o Brasil é um país formado por tantas culturas e crenças. Além disso, as biografias são um veículo para se conhecer melhor a nossa própria história. É importante resgatar e valorizar a memória de homens e mulheres que, em diferentes períodos lutaram para construir um Brasil com menos desigualdade e mais justiça. Com essa perspectiva, crianças e jovens têm a possibilidade de conhecer a própria cultura e valorizá-la – o que é o ponto de partida para a construção de uma identidade cidadã.
O projeto gerado a partir de uma biografia pode ser um trabalho específico de uma determinada matéria do currículo ou um projeto interdisciplinar.
JUSTIFICATIVA
O projeto Biografias é uma situação em que a linguagem oral, linguagem escrita, leitura e produção de textos se inter-relacionam de forma contextualizada, são lingüisticamente significativos em que faz sentido ler para escrever, escrever para ler, ler para decorar, escrever para não esquecer, ler em voz alta em tom adequado. Com o propósito de ampliar o repertório de leitura agregada ao gênero textual biografia, pretende-se fomentar nos educando a iniciativa e o prazer pela mesma, para ampliar seus horizontes, trocar experiências, exercitar sua vivência e crescer como ser.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
De repente, em plena Segunda Guerra, os japoneses cortaram o fornecimento de borracha para os Estados Unidos. Como resultado, milhares de brasileiros do Nordeste foram enviados para os seringais amazônicos, em nome da luta contra o nazismo. Essa foi a Batalha da Borracha, um capítulo obscuro e sem glória do nosso passado, ainda vivo na memória dos últimos e ainda abandonados sobreviventes. No final de 1941, os países aliados viam o esforço de guerra consumir rapidamente seus estoques de matérias-primas estratégicas. E nenhum caso era mais alarmante do que o da borracha. A entrada do Japão no conflito determinou o bloqueio definitivo dos produtores asiáticos de borracha. Já no princípio de 1942, o Japão controlava mais de 97% das regiões produtoras do Pacífico, tornando crítica a disponibilidade do produto para a indústria bélica dos aliados.
“Os nordestinos recrutados para trabalhar nos seringais foram chamados de "soldados da borracha", mas jamais receberam soldo nem medalhas.”
Marcus Vinicius Neces
A conjunção desses acontecimentos deu origem no Brasil à quase desconhecida Batalha da Borracha. Uma história de imensos sacrifícios para milhares de trabalhadores que foram para a Amazônia e que, em função do estado de guerra, receberam inicialmente um tratamento semelhante ao dos soldados. Mas, ao final, o saldo foi muito diferente: dos 20 mil combatentes na Itália, morreram apenas 454. Entre os quase 60 mil soldados da borracha, porém, cerca da metade desapareceu na selva amazônica.
A Batalha da borracha, assim chamada em alusão à necessidade estratégica e o Estado de guerra, oficializado no Brasil, deste modo foi instituído o “soldado da borracha” para atuar no vale amazônico, como demonstra o Decreto Presidencial no 5.225 de 14/02/1943, em seu artigo 1º:
O Presidente da República, usando da sua atribuição que lhe confere o artigo 180 da Constituição e considerando que produção da borracha é essencial ao esforço de guerra e a defesa militar do país decreta:
Art 1º – os trabalhadores nacionais encaminhados ao Vale amazônico para extração e exploração da borracha, devidamente contratado nessas atividades, são considerados de incorporação adiada até a terminação do contrato de trabalho, ou em quanto se dedicarem àquela atividade.
Mensagem presidencial divulgada em maio de 1943:
Seringueiros! Dediquei todas as energias à batalha de borracha, precisamos de mais borracha, pois é sobre ela que se encontra a guerra moderna. Pois são grandes os equipamentos que necessitam da goma elástica, produzidas sem repouso, (...) Nas guerras modernas não fazem parte somente soldados que estão no campo de batalha, mas, toda a nação: homens mulheres, velhos e crianças. A vós desbravadores da Amazônia, sois mais importantes soldados, Unidos veremos sibilar a bandeira do Brasil.
Além do projeto ser ligado a uma ou mais áreas do conhecimento – que pode ser planejado com o auxilio de um mapa de idéias – a biografia pode ser usada em sala de aula como uma atividade planejada para as aulas de língua portuguesa, tratando especificamente do gênero narrativo da qual faz parte.
Para que o projeto seja bem sucedido, é necessário que os alunos conheçam bem a biografia da personalidade selecionada como modelo pelo professor. Somente depois disso, o professor iniciará com seu grupo a preparação das biografias.
OBJETIVO GERAL
O objetivo deste projeto é criar um espaço de reflexão sobre as características da linguagem escrita e promover situações de leitura e escrita de biografias, e oferecer subsídios para o desenvolvimento da competência leitora através do gênero narrativo biografia.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1. Reconhecer a importância do gênero textual para a nossa vida.
2. Identificar a linguagem aplicada neste gênero textual.
3. Valorizar a história de vida de cada um com ênfase nas pessoas idosas.
4. Realizar entrevista com os Soldados da Borracha.
5. Aprender características específicas das biografias: linguagem mais usual, expressões usadas, apresentação da estrutura do texto.
6. Com a ajuda do professor, aprender alguns procedimentos de revisão (como reler cada parte e verificar a articulação com o que já foi escrito e planejando e o que falta escrever; fazer rascunhos etc).
7. Escrever coletivamente uma biografia.
8. Revisar o próprio texto, e inserir palavras e expressões destacadas de outros textos em atividades de análise de texto no contexto adequado.
9. Valorizar o trabalho em grupo.
METODOLOGIA
O principal objetivo do trabalho é a capacidade criadora e a apropriação da linguagem escrita. É importante que elas conheçam o modelo. Por isso, apresente várias biografias para que os alunos se familiarizem como o tipo de texto e, sempre que possível, deixe os livros ao alcance das crianças, para serem manuseados e lidos.
Será elaborado um roteiro de pesquisa contemplando todos os assuntos que gostariam de escrever nas biografias.
Com o roteiro pronto, e antes de escrever a biografia, os alunos deverão escrever coletivamente uma biografia, a fim de experimentar a produção do tipo de texto que acabaram de conhecer. Pode ser a biografia do diretor da escola, a de outro professor, ou a de um servente, mas deixe que a classe escolha quem será o biografado.
Só então parte para a entrevista e escrita da biografia
Com o fim da tarefa, a etapa seguinte é uma revisão do texto a partir da pergunta: "o que precisamos fazer para que esta biografia fique mais bonita e mais gostosa de ler?" Essa atividade é o que chamamos de "análise-de-texto-bem-escrito". As crianças costumam responder com a precisão de um escritor, são rápidas e fulminantes, pois sabem o que faz diferença, percebem que a linguagem escrita não é igual à falada, e precisam apenas da oportunidade de pensar e dizer.
Feito isso, comece a temporada de intensa produção de texto, revisão e ajustes. É importante que todos os textos sejam de autoria das crianças. Lembre-se de que um dos imperativos da sala de aula é a diversidade. A heterogeneidade faz parte da vida escolar, e cabe ao educador respeitar e planejar boas situações de aprendizagem para todos.
Roteiro para entrevista
01. Qual o seu nome?
02. De onde veio?
03. Quando veio?
04. Como veio?
05. Por que veio?
06. Quantos anos tinha quando chegou aqui?
07. O que esperava encontrar aqui?
08. Como era o dia-a-dia no seringal?
09. Como era a alimentação?
10. Quais as principais dificuldades enfrentadas?
11. Como era a moradia?
12. Quanto tempo ficou no seringal?
13. Conseguiu retornar alguma vez a sua cidade natal?
14. Tinha contato com os familiares de sua terra?
15. Se teve como foi feitos? Tem algum documento que comprove?
CRONOGRAMA
Setembro de 2010.
AÇÕES
 Pesquisa das etnias que deram da origem do povo de Costa Marques;
 Visita a associação dos Seringueiros;
 Aula prática na reserva do Curralinho;
 Entrevistas com Soldados da Borracha;
 Produção de texto – Revisão das biografias;
 Elaboração de convites;
 Solenidade de encerramento do projeto.
EQUIPE DE TRABALHO
Este projeto está direcionado aos alunos da 8ª A e 8ª C da escola E.E.F.M. Angelina Dos Anjos.
Professores responsáveis:
Elessandra Teixeira dos Santos
Eliene Gomes Ferreira
Nivaudo Alves dos Santos
Terezinha Ana da Silva
Coordenação Pedagógica: Antonia de Sá Silva
Direção: Edivaldo Rosa Ferreira
Tutoria Gestar II Gildo Marques
CUSTEIO PARA O PROJETO:
- 200 Copias de convites
- 01 resma de papel a4
- 04 Blocos de anotações
- Lanche para 150 alunos
- Decoração
- Coquetel p/ 400 pessoas culminância do projeto
Alem da disponibilidade de Computador com impressora e acesso a internet; maquina digital com filmadora; 01 ônibus.
AVALIAÇÃO
Ao longo do desenvolvimento do projeto é possível avaliar:
- A pertinência dos textos produzidos pelos alunos em relação à sua função social, à sua forma e aos seus aspectos lingüísticos;
- Qualidade e propriedade dos comentários dos alunos nas rodas de revisão de texto;
- Ocorrência de marcas de revisão nos textos dos alunos, convencionadas em grupo;
- Uso de determinados comportamentos para ditar um texto ao professor (falar pausadamente, repetir alguns trechos, solicitar nova leitura, depois da mudança realizada etc.)
- Uso de comportamentos escritores: definir o gênero, planejar/decidir que aspectos serão tratados no texto, considerar o destinatário ausente...
- Uso de marcas textuais no discurso oral.
REFERÊNCIAS
– BURKE, Peter. A anatomia da biografia. Caderno “Mais!”, Folha de
S.Paulo, 2 de fevereiro de 2003.
– HISGAIL, Fani (org.). Biografia: sintoma da cultura. SP: Hacker Editores: Cespuc, 1997.
– VILAS BOAS, Sergio. Biografias & Biógrafos: Jornalismo sobre
personagens. SP: Ed. Summus, 2002.

terça-feira, 13 de julho de 2010

PROJETO BIOGRAFIA

Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Angelina dos Anjos
PROJETO BIOGRAFIAS
Projeto desenvolvido para conclusão do Programa
Gestar II formação continuada para professores do
Ensino Fundamental.
APRESENTAÇÃO
O Projeto Biografias aqui apresentado é uma atividade pedagógica que visa o desenvolvimento da competência leitora dos alunos a partir da leitura, análise e escrita do gênero narrativo biografia. A biografia é uma narrativa sobre a vida de alguém. O destaque pode ser em torno da vida profissional, pessoal, religiosa, cultural ou política. Enfim, uma biografia pode abordar aspectos que tornaram determinada pessoa singular. Trabalhar com este gênero literário com crianças e jovens possibilita que eles ampliem o contato com os livros e fortaleçam o hábito da leitura. Por outro lado, a leitura de biografias colabora para que os alunos possam conhecer realidades históricas, culturais e sociais de determinada época e lugar, de forma significativa e contextualizada.
TEMA: Biografias na sala de aula
PROBLEMÁTICA
O relato biográfico contém uma variedade de temas muito grande, já que aborda momentos diversos e relevantes da vida de uma pessoa. Por exemplo, o texto pode conter a descrição dos hábitos e costumes da família do biografado e de sua comunidade mais próxima, pode retratar em detalhes como era a região em que ele nasceu ou em que ele cresceu, pode apresentar informações sobre a cultura (artes plásticas, literatura, música, teatro) da época, além de relatar os fatos históricos que influenciaram (ou mesmo determinaram) a infância e a escolha profissional do protagonista da biografia.
Se a personalidade retratada viajou por diferentes lugares, a cultura e a realidade destes outros locais também podem ser identificadas na narrativa.
Conhecer biografias diversas permite que os alunos ampliem seus horizontes e conheçam outras formas de se viver, diferentes da sua. Hábitos e costumes de outras épocas e locais mostram que existem múltiplas maneiras possíveis e legítimas de ser e de agir no mundo. Isso favorece tanto a tomada de consciência das características da própria sociedade em que se vive, quanto a constituição de um sentimento de tolerância e valorização da diferença.
Nessa perspectiva, as biografias de personalidades brasileiras são especialmente importantes, já que o Brasil é um país formado por tantas culturas e crenças. Além disso, as biografias são um veículo para se conhecer melhor a nossa própria história. É importante resgatar e valorizar a memória de homens e mulheres que, em diferentes períodos lutaram para construir um Brasil com menos desigualdade e mais justiça. Com essa perspectiva, crianças e jovens têm a possibilidade de conhecer a própria cultura e valorizá-la – o que é o ponto de partida para a construção de uma identidade cidadã.
O projeto gerado a partir de uma biografia pode ser um trabalho específico de uma determinada matéria do currículo ou um projeto interdisciplinar.
JUSTIFICATIVA
O projeto Biografias é uma situação em que a linguagem oral, linguagem escrita, leitura e produção de textos se inter-relacionam de forma contextualizada, são lingüisticamente significativos em que faz sentido ler para escrever, escrever para ler, ler para decorar, escrever para não esquecer, ler em voz alta em tom adequado. Com o propósito de ampliar o repertório de leitura agregada ao gênero textual biografia, pretende-se fomentar nos educando a iniciativa e o prazer pela mesma, para ampliar seus horizontes, trocar experiências, exercitar sua vivência e crescer como ser.
A confecção de um livro como produto final significa um destino real e interessante para o trabalho que os alunos vão executar o que contribui para que se esforcem e de dediquem em todas as etapas, e para que vejam sentido em todas as revisões necessárias antes do lançamento da publicação.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Além do projeto ser ligado a uma ou mais áreas do conhecimento – que pode ser planejado com o auxilio de um mapa de idéias – a biografia pode ser usada em sala de aula como uma atividade planejada para as aulas de língua portuguesa, tratando especificamente do gênero narrativo da qual faz parte.
Não se formam leitores sem que os alunos tenham contato íntimo com os textos. Por isso, é preciso colocar crianças e jovens em contato com diferentes modalidades textuais e estimular também a escrita de textos diferenciados, claros e criativos.
Como os textos estão em toda a parte no nosso universo cultural, a biografia é um gênero que desperta curiosidade nos alunos e permite diversas conexões: pode auxiliar as crianças e os jovens a refletirem sobre sua própria história de vida, ao estabelecerem contato com a história de uma determinada personalidade
Para que o projeto seja bem sucedido, é necessário que os alunos conheçam bem a biografia da personalidade selecionada como modelo pelo professor. Somente depois disso, o professor iniciará com seu grupo a preparação das biografias.
As atividades aqui sugeridas têm como foco a leitura e a escrita. No entanto, dependo do tipo de aluno, outros recursos podem ser para melhor entendimento da proposta. Desdobramentos da história por meio da reprodução de cenas através das artes ou uso do teatro para reproduzir trechos significativos da narrativa podem funcionar como outras opções de atividades complementares. O importante é fazer algo que responda ao perfil dos alunos.
OBJETIVO GERAL
O objetivo deste projeto é criar um espaço de reflexão sobre as características da linguagem escrita e promover situações de leitura e escrita de biografias, e oferecer subsídios para o desenvolvimento da competência leitora através do gênero narrativo biografia.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1. Reconhecer a importância do gênero textual para a nossa vida.
2. Identificar a linguagem aplicada neste gênero textual.
3. Valorizar a história de vida de cada um com ênfase nas pessoas idosas.
4. Realizar entrevista com os Soldados da Borracha.
5. Confeccionar um livro com as biografias dos Soldados da Borracha.
6. Aprender características específicas das biografias: linguagem mais usual, expressões usadas, apresentação da estrutura do texto.
7. Com a ajuda do professor, aprender alguns procedimentos de revisão (como reler cada parte e verificar a articulação com o que já foi escrito e planejando e o que falta escrever; fazer rascunhos etc).
8. Escrever coletivamente uma biografia.
9. Revisar o próprio texto, e inserir palavras e expressões destacadas de outros textos em atividades de análise de texto no contexto adequado.
10. Valorizar o trabalho em grupo.
METODOLOGIA
O principal objetivo do trabalho é a capacidade criadora e a apropriação da linguagem escrita. É importante que elas conheçam o modelo. Por isso, apresente várias biografias para que os alunos se familiarizem como o tipo de texto e, sempre que possível, deixe os livros ao alcance das crianças, para serem manuseados e lidos.
Será elaborado um roteiro de pesquisa contemplando todos os assuntos que gostariam de escrever nas biografias.
Com o roteiro pronto, e antes de escrever a biografia, os alunos deverão escrever coletivamente uma biografia, a fim de experimentar a produção do tipo de texto que acabaram de conhecer. Pode ser a biografia do diretor da escola, a de outro professor, ou a de um servente, mas deixe que a classe escolha quem será o biografado.
Só então parte para a entrevista e escrita da biografia
Com o fim da tarefa, a etapa seguinte é uma revisão do texto a partir da pergunta: "o que precisamos fazer para que esta biografia fique mais bonita e mais gostosa de ler?" Essa atividade é o que chamamos de "análise-de-texto-bem-escrito". As crianças costumam responder com a precisão de um escritor, são rápidas e fulminantes, pois sabem o que faz diferença, percebem que a linguagem escrita não é igual à falada, e precisam apenas da oportunidade de pensar e dizer.
Feito isso, comece a temporada de intensa produção de texto, revisão e ajustes. É importante que todos os textos sejam de autoria das crianças. Lembre-se de que um dos imperativos da sala de aula é a diversidade. A heterogeneidade faz parte da vida escolar, e cabe ao educador respeitar e planejar boas situações de aprendizagem para todos.
Na edição do livro a ilustração das biografias, também deve ser feita pelos próprios alunos. O foco da reflexão de cada criança é a produção de um texto de sua autoria. A capa pode ser uma criação coletiva realizada com a ajuda do professor de artes. Livro digitado, impresso, encadernado é só marcar o dia do lançamento, pois a celebração dessa conquista pode ser uma tarde de autógrafos com a presença dos pais.
CRONOGRAMA
Julho de 2010.
EQUIPE DE TRABALHO
Este projeto está direcionado aos alunos da 8ª A e 8ª C da escola E.E.F.M. Angelina Dos Anjos.
Professores responsáveis:
Nivaudo Alves dos Santos
Terezinha Ana da Silva
Coordenação/Tutoria Gestar II Gildo Marques
RECURSOS:
- Blocos para anotações; - Papel Sulfite; - Canetas, lápis, borrachas -cópias;- Computadores com acesso a internet; - Impressoras; - Tinta preta e colorida; - Maquina fotográfica com câmera de filmagem.
AVALIAÇÃO
Ao longo do desenvolvimento do projeto é possível avaliar:
- A pertinência dos textos produzidos pelos alunos em relação à sua função social, à sua forma e aos seus aspectos lingüísticos;
- Qualidade e propriedade dos comentários dos alunos s nas rodas de revisão de texto;
- Ocorrência de marcas de revisão nos textos dos alunos, convencionadas em grupo;
- Uso de determinados comportamentos para ditar um texto ao professor (falar pausadamente, repetir alguns trechos, solicitar nova leitura, depois da mudança realizada etc.)
- Uso de comportamentos escritores: definir o gênero, planejar/decidir que aspectos serão tratados no texto, considerar o destinatário ausente...
- Uso de marcas textuais no discurso oral.
REFERÊNCIAS
– BURKE, Peter. A anatomia da biografia. Caderno “Mais!”, Folha de
S.Paulo, 2 de fevereiro de 2003.
– HISGAIL, Fani (org.). Biografia: sintoma da cultura. SP: Hacker Editores: Cespuc, 1997.
– VILAS BOAS, Sergio. Biografias & Biógrafos: Jornalismo sobre
personagens. SP: Ed. Summus, 2002.