quarta-feira, 28 de outubro de 2009

MEMORIAL

Meu nome é Nivaudo Alves Dos Santos, sou professor formado em Magistério e Letras, atualmente trabalho na Escola E.E.F.M. Angelina dos Anjos atuando no Ensino Fundamental de 6º a 9º ano.
A minha primeira professora foi uma tia minha professora de uma escola comunitária, fundada pelo meu Pai Sebastião Alves Coutinho e pelo Senhor Ladislau Gomes, proprietário da fazenda. O nome da escola comunitária era Escola “Gomes Coutinho”, onde estudei até o 4º ano do ensino primário.Sempre ouvia da tia Maria Felicidade: “é muito bom ser professora”, “trabalhar com criança é muito gratificante”.
Sempre quis ser professor, cresci ouvindo maravilhas sobre a profissão. Mesmo antes da minha formação docente já ministrava aula de catequese na Igreja Católica onde formei muitas crianças para a Eucaristia. Quando conclui o magistério fiz o concurso e fui convidado a trabalhar com a disciplina Ensino Religioso. Devido à carência de profissionais na escola onde sempre trabalhei tive a oportunidade de atuar em quase todas as disciplinas, o que enriqueceu em muito o meu conhecimento interdisciplinar. Posteriormente concluindo a graduação em Letras passei a trabalhar apenas com Língua Português e Geografia.
Hoje posso dizer que adquiri uma boa experiência na docência onde além de atuar como professor regente já tive a oportunidade de atuar na orientação, coordenação pedagógica, gerencia de ensino, diretor escolar e secretário municipal de Educação. Estamos iniciando um período de novos estudos e descobertas no nosso campo de atuação como professores de Língua Portuguesa. Com o Gestar II, temos oportunidade de ampliar os nossos conhecimentos e aperfeiçoar a nossa prática pedagógica no tocante ao ensino de língua materna.

RELATO DO TP 4 UNIDADES 15 e 16

PÓLO II: Costa Marques/RO
FORMADOR: GILDO MARQUES
ÁREA: Língua Portuguesa
DIA: .2009
5º ENCONTRO
(Vespertino)

APRESENTAÇÃO
Quinta Oficina do GESTAR II acerca do TP 4 – Conhecimento prévio e a atividade de leitura e escrita

Nessa oficina da TP4 - Leitura e Processo de Escrita, foram trabalhadas as Unidades 15 e 16, tendo como eixo o processo da leitura, o significado do texto, os objetivos de leitura: expectativas e escolhas de texto.
Foram socializadas as atividades desenvolvidas pelos cursistas junto aos seus alunos.
Foi discutida a questão dos conhecimentos prévios e sua interferência na produção de significado do texto.

As unidades 14 e 15 tinham como objetivo:
1- reconhecer texto e leitor como criadores de significados;
2- relacionar objetivos com diferentes textos e significados de leitura;
3- conhecer a amplitude e o papel do conhecimento prévio na leitura.
4- conhecer as várias funções e formas das perguntas, na ajuda à leitura do aluno;
5- utilizar procedimentos que levem à determinação da estrutura do texto;
6- utilizar procedimentos adequados para atingir o objetivo de ler para aprender.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

No primeiro momento, foi realizada uma leitura compartilhada do TP4 – PÁGINA 147 “POR QUE MEU ALUNO NÃO LÊ?” para discussão.
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Nesta unidade foram tratadas questões referentes às abordagens de leitura objetiva, inferencial e avaliativa. Após exposição dialogada acerca das abordagens foi realizada Oficina de criação de enunciados nas três abordagens de leitura, a partir de quatro textos em diversos gêneros. (Anexo)
O terceiro momento foi de socialização dos enunciados construídos. Foi um momento de grande debate acerca das questões colocadas pelos grupos.
O quarto momento foi para socializarmos as atividades do “Para Casa” e do Portfólio e memorial dos professores. Os relatos dos professores já evidenciam mudança na postura do aluno que se apresenta mais motivado para produzir seus textos.
AVALIAÇÃO
Os cursistas estão empolgados com as atividades que estão realizando na sala de aula e o nível das produções dos alunos.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

ANEXOS GESTAR II

Escola Estadual E. F. M Angelina Dos Anjos
Professor: NIVAUDO ALVES DOS SANTOS
Séries: 8º E
Disciplina: Língua Portuguesa
Aula 1: Gêneros Textuais - Biografia
Habilidades: Identificar diferenças e semelhanças na organização de textos utilizados em diversos contextos de uso linguístico.
Conteúdo: Gêneros Textuais - biografia
Situação Didática: - Analisar a biografia de Carlos Drummond de Andrade, identificando as diferenças e semelhanças e os tipos de informações que constituem um texto biográfico;
- Propor que cada aluno elabore a sua própria biografia.
Recursos: - Biografia de Carlos Drummond de Andrade;
- Maquina fotografia;
- Poema: Não deixe o amor passar
Avaliação: A avaliação será continua através de todos as atividades partido do princípios de que toda atividade dada é atividade avaliada.

Escola Estadual E. F. M Angelina Dos Anjos
Professor: NIVAUDO ALVES DOS SANTOS
Séries: 8º E
Disciplina: Língua Portuguesa
Aula 2: Tipos de texto – Narração
Habilidades: Caracterizar narração
Conteúdo: Tipos de texto
Situação Didática: - Os alunos deverão coletar texto narrativo; leitura de texto narrativo; identificação dos elementos da narrativa; produção de texto narrativo pelos alunos.
Recursos: - Textos narrativos
- Maquina fotografia;
- Poema: Não deixe o amor passar
Avaliação: A avaliação será continua através de todos as atividades partido do princípios de que toda atividade dada é atividade avaliada.

Escola Estadual E. F. M Angelina Dos Anjos
Professor: NIVAUDO ALVES DOS SANTOS
Séries: 8º E, 9º C
Disciplina: Língua Portuguesa
Aula 4: Letramento e Diversidade cultural
Habilidades: - Relacionar o letramento com as práticas da cultura local;
- Compreender como algumas manifestações populares definem a nossa identidade por meio da oralidade;
- Produzir novos conhecimentos gerando um aprendizado significativo.
Conteúdo: Festas tradicionais.
Situação Didática:
- Trabalhar o texto festa junina;
- Escolher uma festa tradicional local para ser trabalhada em sala de aula;
- Discutir em sala de aula sobre a festa escolhida;
- Produzir textos informativos sobre as festas escolhidas.
Recursos: - Textos Festa junina;
- Maquina fotografia;
Avaliação: A avaliação será continua através de todos as atividades partido do princípios de que toda atividade dada é atividade avaliada.

Festas Juninas

“É tempo de fogueira, balões, sanfona animada, forrós, quadrilhas, bandeirolas coloridas e comidas gostosas. Tempo de usar vestido florido, camisa xadrez, botas. Ah! Não pode esquecer o chapéu de palha.
Tempo de fazer e de pagar promessas para santo Antônio, são João e são Pedro. Pedir a eles proteção para má e boa colheita, para a terra continuar fértil e vigorosa.
São eles, os santos de junho, segundo a crença popular, que arrumam casamento bom, fazem adivinhações do futuro e possuem a chave da felicidade.
Os foguetes e os balões tomam conta dos céus para acordar os santos. Porém, tanto os foguetes como os balões devem vir acompanhados de reza, festa e muita alegria, ludibriando os santos para acordá-los de maneira agradável. Senão, dizem os mais velhos, o mundo acaba em fogo.
Nessa festa divertida todos cantam a brincar com os sentimentos dos três amigos:
Com a filha de João Antônio ia se casar,
Mas Pedro fugiu com a noiva
Na hora de ir pro altar…
O cheiro bom de milho verde cozido, mandioca e batata assada, amendoim torrado, cuscuz, canjica, pamonha, pipoca, pé-de-moleque, melado de cana, bolo, cachaça e quentão, misturado a muita animação, faz o povo dançar as quadrilhas ao redor da fogueira e ao som das sanfonas, com o coração colorido como as brincadeiras que enfeitam a festa.
Algumas brincadeiras são especiais, como a cadeia. Nessa brincadeira alguém paga para prenderem você e, se você não conseguir fugir, vai preso e tem que pagar para ser solto.
Então é um corre-corre danado! Há também o correio elegante. Hora de mandar os bilhetes secretos de amor, de amizade ou de molecagem. Depois, é hora de criar coragem e subir no pau-de-sebo, que escorrega muito mas tem uma prenda esperando o vencedor lá em cima. Ah! São tantas as brincadeiras: tiro ao alvo, barracas com prendas, argolinhas…
Moças e rapazes pulam a fogueira jurando amizade eterna ou prometendo ser compadres no futuro. Quem sonha em arrumar marido, trata de amarrar o pobre santo Antônio debaixo da cama com muitas fitas, e ele fica lá, de castigo, até cumprir a função de encontrar o marido encomendado.
Animação mesmo é quando começa a quadrilha. Os homens ficam de um lado e as mulheres de outro. Eles se cumprimentam, passeiam em fila, de braço dado, e de repente o puxador grita: “Olha a cobra!”, e todo mundo vira correndo para o outro lado. Mas logo ele confessa: “É mentira!”, e a gente se volta para a direção em que passeava antes.
“ A ponte caiu!”: nessa hora, os homens carregam as mulheres no colo. “É mentira!”: aí eles podem pôr as mulheres no chão. Entre as brincadeiras mentirosas do puxador, os pares fazem um arco com os braços, formando um túnel por onde todos passam. Tem a grande roda, o passeio, a troca de pares e outras evoluções. Por último vem o caracol, em que todos, de mãos dadas, vão fazendo uma espiral para dentro e para fora. No final há o grande baile, onde os pares dançam com animação.
Essa é uma festa junina típica da região Sudeste. Acontece principalmente em Minas Gerais e São Paulo. Mas é lá no Nordeste que se realizam as grandiosas festas juninas do Brasil. E do mundo! Campina Grande, na Paraíba, e Caruaru, em Pernambuco, vivem disputando para ver qual tem o maior São João da terra. Violeiros, repentistas, emboladores e poetas se apresentam para alegrar ainda mais a festa. Em muitos lugares do Nordeste também é tempo de sair para as ruas e dançar o Bumba-Meu-Boi.
A sorte é tirada a cada hora. Acredita-se que as festas de junho são, na verdade, dos namorados, dos agricultores, dos amigos e das pessoas apaixonadas que viveram um dia no campo e gostam de guardar na lembrança a ingênua alegria de brincar de estar na roça. Então, com as estrelas no céu, a gente canta:
…O balão vai subindo,
Vai caindo a garoa,
O céu é tão lindo,
A noite é tão boa.
São João, são João,
Acende a fogueira do meu coração…”

Dumont, Sávia. O Brasil em festa. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2000. p. 13-16.